Vídeo: árvores retiradas de rua em Cuiabá são replantadas
27/06/2026
(Foto: Reprodução) Vídeo mostra árvores replantadas na Rua Baltazar Navarro, em Cuiabá
Um vídeo enviado à TV Centro América, neste sábado (27)), mostra que as árvores que foram retiradas da Rua Baltazar Navarro, no bairro Bandeirantes, em Cuiabá, foram replantadas. O responsável pelas imagens, que não se identificou, diz que que as calçadas estavam destruídas porque as árvores haviam sido plantadas da forma errada (assista acima).
Em maio deste ano, um outro vídeo repercutiu nas redes sociais e gerou um debate sobre arborização urbana na capital após mostrar o antes e depois da rua com a retirada de árvores no local em um intervalo de um ano.
Na época, a Prefeitura de Cuiabá informou que a retirada de cinco árvores da espécie figueira (Ficus benjamina) foi autorizada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). Segundo o município, a autorização previa o replantio imediato de árvores nativas no mesmo terreno, como medida compensatória prevista na legislação ambiental.
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Veja o antes e depois da rua Baltazar Navarros em Cuiabá
Ainda segundo a nota, a análise também teria apontado que as raízes poderiam causar danos a calçadas, tubulações e outras estruturas urbanas.
Segundo a prefeitura, a espécie Ficus benjamina é considerada inadequada para arborização urbana devido ao porte e à agressividade das raízes, conforme previsto em decreto municipal.
Novas regras para poda
Com a repercussão do caso, a prefeitura oficializou um decreto que estabelece novas regras para as podas de árvores no município.
Na época, o prefeito Abilio Brunini afirmou que não autorizou o corte das espécies e disse ter sido “surpreendido” com a retirada das árvores.
👉O decreto proíbe podas drásticas, mutilações arbóreas ou intervenções que comprometam a vitalidade e a regeneração das árvores. Ainda conforme o documento, intervenções mais severas só serão permitidas em casos excepcionais, devidamente justificados.
📃Veja medidas apontadas no decreto:
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento e Planejamento Urbano é o órgão responsável por estabelecer normas e diretrizes técnicas, analisar pedidos de intervenção e emitir autorizações ambientais.
A Secretaria Municipal de Ordem Pública fica responsável por receber o protocolo das solicitações, realizar a triagem administrativa, fiscalizar a execução dos serviços e oficializar autos de infração em caso de irregularidades.
A LIMPURB (Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos) atuará na execução dos serviços de poda.
🌳Arborização na capital
Falta de árvores aumenta a temperatura em cidades
Um estudo divulgado em 2019 pelo Instituto Centro de Vida (ICV) apontou que Cuiabá perdeu 17% das áreas verdes nas últimas três décadas. Os dados analisados pelo instituto são do Projeto MapBiomas. Segundo o levantamento, mais de 55 mil hectares de vegetação foram perdidos na capital, área equivalente a cerca de 714 vezes o tamanho do Parque Mãe Bonifácia.
A redução das áreas verdes provoca impactos no meio ambiente e na qualidade de vida da população. Entre as consequências estão o aumento da sensação térmica, a degradação de habitats naturais e alterações no ciclo da água e em processos naturais do ecossistema.
Um mapeamento realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também apontou que algumas cidades do estado cresceram sem planejamento urbano adequado. Conforme o estudo, a expansão urbana contribuiu para a retirada da vegetação nativa em diferentes regiões.
O presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy, afirmou que a substituição das áreas verdes pelas 'cidades de pedra' contribui para o aumento das temperaturas nas cidades.
“Quando não tem arborização e a cidade se apresenta com concreto e cimento, ela fica quente porque ela retém o calor do sol. A partir do momento que tem arborização, tem dois efeitos: as áreas cobertas por vegetação contribuem para a diminuição do calor, então tem sombra e conforto térmico. Por outro lado, as áreas arborizadas soltam gotículas na atmosfera que caminham até 50 metros das árvores”, informou.
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