Mãe cobra agilidade no TFD para bebê com doença intestinal que precisa de cirurgia fora de Roraima
27/07/2026
(Foto: Reprodução) Mãe cobra agilidade no TFD para bebê com doença intestinal internado em UTI em Roraima
A produtora rural Fabiana da Costa Silveira cobra agilidade na liberação do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) para o filho Miguel Silveira, um bebê de 3 meses internado na Maternidade Nossa Senhora de Nazaré, em Boa Vista. O menino nasceu com síndrome do intestino curto, condição que impede a absorção adequada de nutrientes e exige tratamento especializado fora de Roraima.
O menino está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da maternidade desde que nasceu, no dia 12 de abril deste ano. Segundo a mãe, Miguel precisa fazer uma cirurgia e acompanhamento para reabilitação intestinal.
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que faz "tratativas para viabilizar o atendimento em um centro especializado fora do Estado. Foram encaminhadas solicitações a unidades de referência em diferentes estados, mas, até o momento, não houve aceite nem disponibilização de leito (leia a nota íntegra abaixo)."
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"Como o intestino dele está curto, ele não consegue absorver os nutrientes necessários. Por isso, precisa receber nutrição continuamente e permanecer internado até que essa situação seja resolvida", conta Fabiana.
Entenda: TFD é um programa do Sistema Único de Saúde (SUS) destinado a pacientes que precisam de atendimento especializado não disponível no estado onde vivem. A iniciativa pode incluir transporte, hospedagem e ajuda de custo para o paciente e um acompanhante, conforme critérios do Ministério da Saúde.
A família do bebê mora em Rorainópolis, no Sul do estado, mas desde o nascimento a mãe o acompanha em Boa Vista, onde ele está internado. Fabiana é mãe de outra menina, de 2 anos, que ficou com o pai.
"Quero aqui fazer um apelo para o estado, para quem tem a capacidade de conseguir a vaga do meu filho, para que ele possa existir. Atualmente ele tá vivendo dentro de uma UTI. Ele nunca viu o céu, nunca respirou ar fresco. Nunca existiu fora de uma UTI. Ele não tem vida. Quero que ele viva e que não sobreviva", disse a mãe, em entrevista à Rede Amazônica.
O laudo médico que embasou o pedido de TFD indicou a necessidade de "reabilitação e acompanhamento em falência intestinal". O documento também cita que Roraima não dispõe do serviço necessário para o tratamento da criança.
Enquanto aguarda a transferência, a mãe teme pelos riscos que o filho corre ao ficar numa UTI. "Além da situação que ele já está passando, estar na UTI deixa portas abertas para infecções. Ele já teve duas infecções enquanto esperava o TFD", afirmou.
Fabiana da Costa Silveira e filho Miguel, de 3 anos, internado na UTI em Boa Vista
Reprodução/Rede Amazônica e Arquivo pessoal
Nota da Sesau o assunto:
"A Secretaria de Saúde informa que, a solicitação de Tratamento Fora de Domicílio do paciente foi iniciada pela unidade hospitalar em 12 de maio de 2026, recebida pelo setor responsável em 20 de maio e autorizada na mesma data pela Junta Médica, com acompanhante e transporte em UTI aérea.
Desde então, a Sesau realiza tratativas para viabilizar o atendimento em um centro especializado fora do Estado. Foram encaminhadas solicitações a unidades de referência em diferentes estados, mas, até o momento, não houve aceite nem disponibilização de leito.
Em 24 de julho, o caso também foi encaminhado à Central Estadual de Transplantes, que conduz o fluxo nacional para definição da unidade de referência.
É importante reforçar que a transferência do paciente depende do aceite da instituição especializada, da disponibilidade de leito e da conclusão da regulação nacional. Assim que esses procedimentos forem concluídos, a Sesau adotará as medidas necessárias para a remoção, conforme indicação médica."
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